quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A raça negra no Brasil

Os negros, ao longo da história do Brasil, passaram por muito sofrimento e muita luta para alcançar os seus direitos. No meio de tantas lutas, como a Revolta dos Malês e a Revolta dos Alfaiates, eles tiveram algumas derrotas, mas também tiveram suas conquistas, como a lei de discriminação racial e o Dia Nacional da Consciência Negra.

A Revolta dos Malês foi um conflito contra a escravidão e a intolerância religiosa do sistema colonial português. Ela foi comandada por negros de orientação religiosa islâmica, conhecidos como malês, que exerciam atividades livres (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros) e que apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo, e assim, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente. Dessa maneira, os malês começaram a arquitetar um motim programado para o dia 25 de janeiro de 1835, e tinham como principais objetivos a libertação dos escravos, o fim do catolicismo (religião imposta aos africanos desde o momento em que chegavam ao Brasil), o confisco dos bens dos brancos e mulatos e a implantação de uma república islâmica. Apesar de não alcançar o triunfo esperado, a Revolta dos Malês abalou as elites baianas mediante a possibilidade de uma revolta geral dos escravos.

Antes disso, ocorreu a Revolta dos Alfaiates, visto que alguns de seus lideres tinham esta profissão. Foi um movimento contra o governo da Capitania da Bahia pelo então governador D. Fernando José de Portugal e Castro, pois, de acordo com os populares, o estado aumentava os preços das mercadorias mais essenciais, o que causava grande revolta. Os pontos principais da luta eram:  a libertação dos escravos, Proclamação da Republica, Diminuição de impostos, Abertura de Portos, Fim do Preconceito, e Aumento Salarial. O movimento estourou em 12 de agosto de 1798, quando alguns de seus membros estavam distribuindo panfletos na porta das igrejas e nas esquinas das vielas quando certas autoridades chegaram e os prenderam. Em 8 de Novembro de 1779, ocorreu a execução dos condenados por enforcamento, e suas cabeças foram postas em praça publica para que servissem de exemplo.

Essas são apenas duas dentre tantas outras revoltas da população negra brasileira em busca dos seus direitos, e que demonstram que toda conquista do movimento negro foi mediante muita luta. Uma dessas conquistas foi a Lei 10.639, que prevê a obrigatoriedade do ensino da África e do negro no Brasil nas escolas de todo o país. Sem falar na lei de discriminação racial, que considera o racismo um crime inafiançável. Por fim, temos o Dia Nacional da Consciência Negra, que é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Esse dia procura lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, e da constante luta, pelas vias política, educacional, cultural, religiosa, entre outras, pela liberdade em todas áreas, pela boa qualidade de vida, desmarginalização, educação, inserção social, melhor moradia e saúde para o povo negro.

sábado, 25 de agosto de 2012

Países da África: África do Sul


DADOS PRINCIPAIS:

Área: 1.221.037 km²
Capital: Cidade do Cabo (legislativa), Bloemfontein (judiciária) e Pretória (administrativa)
População: 47,43 milhões (estimativa 2005)
Moeda: Rand
Nome Oficial: República da África do Sul
Nacionalidade: sul africana
Data Nacional: 27 de abril (Dia da Liberdade) - primeiro dia de governo de Nelson Mandela
Governo: República Presidencialista

GEOGRAFIA:

Localização: sul do Continente Africano
Cidades Principais: Cidade do Cabo, Durban, Johanesburgo, Pretória, Port Elizabeth, Bloemfontein , Polokwane , Nelspruit , Rustenburgo
Províncias: Cabo Ocidental, Cabo Oriental, Cabo Setentrional, Estado Livre, Gauteng, Kwazulu-Natal, Limpopo, Mpumalanga, Noroeste.
Densidade Demográfica: 39 hab./km2
Fuso Horário: + 5h
Clima: tropical (maior parte), mediterrâneo (sul), árido tropical (norte), de montanha (oeste).

DADOS CULTURAIS E SOCIAIS:

Composição da População: grupos étnicos autóctones 70% (zulus 20,5%, chosas 18%, pedis 9%, sotos 7%, tsuanas 6%, tsongas 3,5%, suazis 2%, nedebeles 2%, vendas 2%), europeus 12% (holandeses, alemães, franceses, ingleses), eurafricanos 13%, indianos 3%, outros 2%.
Idioma:  africâner, inglês, sepédi, sessoto, setsuana entre outros.
Religião:  cristianismo 66,4% (reformistas católicos, metodistas, anglicanos, luteranos), hinduísmo 1,3%, islamismo 1,1%, judaísmo 0,2%, sem filiação 1,2%, outras 29,8%.
IDH: 0,658 (2006)
Coeficiente de Gini: 57.8 (alto) dados do ano 2000
Esperança de Vida: 49,3
Alfabetização: 82,5%
Índice de Mortalidade Infantil: 45 por mil nascimentos

ECONOMIA:

Produtos Agrícolas: milho, cana-de-açúcar, uva, laranja e outras frutas.
Pecuária: bovinos, aves, caprinos e ovinos.
Mineração:  carvão, minério de ferro, petróleo, ouro e diamante.
Indústria: química, petroquímica, carvão, alimentícia, equipamentos de transporte, siderúrgica, máquinas, equipamentos agrícolas e metalúrgica.
PIB: US$ 524 bilhões (estimativa 2010)
Renda per capita:  US$ 10.700 (estimativa ano 2010).

Fonte:http://www.suapesquisa.com/paises/africa_do_sul/

sábado, 18 de agosto de 2012

Uma viagem à África para saber mais sobre a história da escravidão



O vídeo a seguir mostra registros que mexem com a história da escravidão. A trajetória até os navios negreiros e a chegada ao Brasil. As terríveis condições a que eram submetidos, os castigos que recebiam e muito mais. Vale a pena assistir!



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Preconceito Racial – O que é isso?O que fazer para combater?


O preconceito racial é uma doença insidiosa moral e social que afeta os povos e as populações de todo o mundo. É diagnosticada pela catalogação dos seus vários sintomas e manifestações que incluem o medo, a intolerância, a separação, a segregação, a discriminação e o ódio. Apesar de todos estes sintomas de preconceito racial serem manifestados, a única causa subjacente do preconceito racial é a ignorância. Historicamente, uma raça de pessoas é definida como uma população com características biológicas distintas. 

Para combater a doença do preconceito racial, sociedades modernas elaboraram e aprovaram legislações para garantir que as pessoas se "tratariam" com respeito e dignidade, permitindo a todos o direito inalienável da vida e liberdade. 


Comentário 1:
Os africanos são considerados um povo de resistência social, pois cada dia é uma luta constante para superar barreiras que os impedem de exercer a cidadania. Mas com o tempo, esse povo está conquistando seus direitos na sociedade, como por exemplo, a lei que pune o racismo e a que tornou obrigatório o ensino da história geral da África e do povo negro no Brasil. Realidade triste, precisar de lei para garantir o que é direito de todos: Respeito. Até quando, iremos agir desse jeito ignorando a cultura, a riqueza e as contribuições de um povo que ajudou na nossa formação?!  
Por: Mariana Rosa



Bispo Desmont Tutu


Desmond Tutu nasceu numa época em que os negros tinham que carregar uma identificação especial e apresentá-la aos policiais brancos quando fossem requisitados. Em 1948, houve eleições na África do Sul, mas como somente os brancos puderam votar, o partido eleito era abertamente racista.

Desmond estudou na Escola Normal de Johannesburgo e, em 1954, na Universidade da África do Sul. Ainda aos 24 anos escreveu ao Primeiro ministro de seu país sobre o apartheid, que chamou de "uma política diabólica". Trabalhou como professor secundário e ordenou-se ministro anglicano em 1960.

De 1967 a 1972, estudou teologia na Inglaterra. Enquanto estava ausente, a situação na África do Sul piorou e os negros eram presos somente por usar banheiros, beber nas fontes ou ir à praia. Em 1968, um protesto calmo feito por estudantes negros transformou-se em tragédia quando a polícia reagiu com um violento ataque, com carros armados, cães e gases.

Em 1975, Desmond Tutu foi o primeiro negro a ser nomeado decano da Catedral de Santa Maria, em Johannesburgo, uma posição pública que o fazia ser ouvido. Sagrado bispo, dirigiu a diocese de Lesoto de 1976 a 1978, ano em que se tornou secretário-geral do Conselho das Igrejas da África do Sul.

Sua proposta para a sociedade sul-africana incluía direitos civis iguais para todos, abolição das leis que limitavam a circulação dos negros, um sistema educacional comum e o fim das deportações forçadas de negros.Por sua firme posição contra a segregação racial ganhou, em 1984, o Prêmio Nobel da Paz. 

Em 1996, após a extinção do apartheid, presidiu a comissão de Reconciliação e Verdade, destinada a promover a integração racial na África do Sul, com poderes para investigar, julgar e anistiar crimes contra os direitos humanos praticados na vigência do regime.


COMENTÁRIO:
Desmond Tutu, pode ver de perto o auge do preconceito e é um exemplo para a sociedade, por ser o primeiro negro a ser nomeado decano da Catedral de Santa Maria, demonstra que os negros podem sim chegar a grandes cargos de destaque. 
Por: Catharina Nascimento



Steve Biko e Fundação.



 Símbolo do nacionalismo negra na África do Sul, Steve Biko foi um líder estudantil e um ativista contra o Apartheid. Ele fundou e foi o primeiro presidente da Organização dos Estudantes Sul-Africanos (SASO). Se engajou em várias iniciativas contra a dominação branca em seu país, incluindo o Movimento Consciência Negra e a  Convenção do Povo Negro. Em 1975, Biko estabeleceu um fundo de apoio para prestar auxílio aos presos políticos e às suas famílias. Nesse ano foi feito prisioneiro durante 137 dias sem ter direito a ser julgado. Em agosto de 1976 voltou a ser preso, por 101 dias, bem como em março e julho de 1977. Em agosto do mesmo ano foi encarcerado pela última vez, não sobrevivendo aosmaus-tratos recebidos.
 Fundado há 14 anos, a Steve Biko Foundation trabalha nas áreas de disseminação de conhecimento, diálogo político e desenvolvimento de lideranças. “Nosso trabalho diferencia de outras ONGs porque lidamos com valores intangíveis, como a preservação da memória, difusão da história e dos valores democráticos”, explicou Nkosinathi Biko diretor da fundação que fica em Salvador.


Comentário:
“Se somos livres no coração, não haverá correntes feitas pelo homem com força suficiente para sujeitar-nos. Mas, se a mente do oprimido é manipulada (...) até o ponto dele se considerar inferior, não será capaz de fazer nada para enfrentar o seu opressor”. (Steve Biko) Palavras do ativista do movimento anti-apartheid na África do Sul, que nos faz refletir sobre a condição do negro que além de sofrer com o preconceito racial luta todos os dias pelo respeito a sua cultura, a sua história e ao direito de ser exercer sua cidadania com qualquer outro ser humano.
Por: Mariana Rosa 

Quilombos que existiram em Salvador-BA


A suspensão legal do direito de escravizar não foi suficiente para eliminar completamente a prática no mundo, que continua sobrevivendo até os dias de hoje, e nem para libertar da pobreza a maioria dos negros brasileiros. Mas, se as marcas da escravidão continuam visíveis, os sinais da resistência também se mantém vivos. Pois, onde houve escravidão, houve também as mais diversas formas de resistir a ela, sendo a mais explícita de todas a formação de quilombos, comunidades de escravos fugidos do cativeiro.Além de escravos fugidos, alguns quilombos abrigavam negros libertos, índios e brancos que fugiam da justiça.

 Em Salvador, eles existiram em áreas onde hoje se localizam bairros como Cajazeiras, Pirajá, Itapuã, Matatu e Alto da Sereia. A herança de organização e luta também está presente em bairros que são considerados territórios culturais negros, tanto pela manutenção de tradições quanto pela invejável organização dos seus moradores, como Candeal, Curuzu e Calabar. Para milhares de brasileiros, comunidades como estas significaram o primeiro passo para uma vida com autonomia e dignidade.Além de Pirajá e Itapuã, alguns historiadores falam de documentos que comprovam a existência de quilombos suburbanos, no início do século XIX, em áreas como Cabula e Matatu.

 Para o historiador e professor da Universidade de Minnesota (EUA) Stuart Schwartz, sendo um período em que aconteceram várias revoltas de escravos, é possível que pessoas envolvidas nessas lutas tenham sido responsáveis pela formação de alguns desses quilombos. As revoltas geraram também uma perseguição mais intensa. No Cabula, um quilombo foi destruído em 1807 e, em 1814, quilombolas de Itapuã, cerca de 20 negros, atacaram armações de pesca, mataram brancos e mulatos, incendiando casas e libertando escravos, relata Schwartz em seu texto Cantos e quilombos numa conspiração de escravos haussás.


Comentário:
O quilombo é sinônimo de resistência. Mesmo após o fim da escravidão, muitas famílias continuaram a viver nessas áreas preservando suas tradições, costumes e cultura dos seus antepassados. Hoje essas famílias são denominadas de “comunidades remanescentes de quilombos” e a maioria ainda luta para garantir o direito de posse da terra.
Por: Mariana Rosa

A importância da eleição de Barack Obama, o 1º presidente negro dos EUA



No dia 5 de novembro de 2008, os jornais do mundo dedicaram sua primeira página para um acontecimento visto como uma nova etapa da história dos Estados Unidos da América. Na noite anterior, um anúncio oficial confirmava a vitória de Barack Hussein Obama, de 47 anos, como o 44° presidente eleito da nação mais influente do mundo contemporâneo. Para muitos, significou um impressionante leque de inflexões resumidos na palavra “mudança”.

Entre outras implicações, muitos desses jornais tiveram o interesse em destacar a vitória do primeiro presidente negro dos EUA. Contudo, apesar da coerência de tal afirmação, não podemos deixar de ver que outros sinais colaboraram para essa questão. A vitória de Obama marcou um desejo por políticas que pudessem superar os problemas experimentados pela nação norte-americana ao longo dois oito anos de predominância republicana.

Conforme salientou Demetrio Magnoli, o candidato norte-americano não teria condições de chegar ao poder de uma nação múltipla ao representar apenas uma parcela de sua população. Não por acaso, entre todas as oportunidades que teve para se definir como um candidato negro, Barack Obama fez questão de dizer publicamente que não era a favor de políticas raciais e, muito menos, definir a si próprio como “presidente dos negros”.

Se pudermos observar uma virada de página com respeito à questão racial naquele país, ela se resume a três diferentes momentos. O primeiro, da nação que construiu sua riqueza por meio da exploração das rentáveis oportunidades abertas pela escravidão. O segundo, dos governos que tentaram superar o racismo por meio de ações afirmativas que legitimavam a segregação. E, por último, dos eleitores brancos, negros, latinos e mestiços que acreditaram na promessa de uma nova forma de poder. 

De fato, a eleição de Obama aponta para uma quebra de paradigmas responsável por uma transformação das imagens que sacramentavam os EUA como uma nação hegemonicamente racista.

Fonte:http://www.brasilescola.com/historia/obama-no-poder.htm

COMENTÁRIO1: Sabemos que desde o tempo da senzala o negro vem lutando por direitos iguais entre as raças, e depois de muitas lutas conseguiram. Mas essa realização foi apenas no papel, sabemos que na pratica não é realmente assim, os negros ainda eram colocados em cargos baixos e nunca eram igualados aos brancos. Martin Luther king, lutou para haver essa igualdade, mas não apenas no papel e sim na pratica, um tempo depois veio a prova de que os negros conseguiram se igualar aos brancos em relações a cargos, o primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama. Com esse feito houve a queda de um grande “tabu” na história do mundo!
Por: Manuela Gomes


Por que o dia da Consciência Negra não é feriado em Salvador?

No ano de 1970, a Assembléia Nacional do Movimento Negro Unificado (MNU) determinou que a luta dos negros contra o racismo, pela liberdade religiosa e eqüidade social ganharia oficialmente uma data de celebração, o dia 20 de novembro. Curiosamente, essa decisão foi tomada em Salvador, a maior cidade negra fora da África.

De acordo com a Agência Brasil, essa data foi instituída também para desconstruir o 13 de maio, dia em que a Princesa Isabel assinou a abolição da escravatura, celebração essa que tira o mérito da luta negra nesse processo histórico. A partir daí, várias cidades decretaram feriado nessa data de aniversário de morte do líder Zumbi dos Palmares.

Compete ao governo federal ou estadual, decretar ou não feriado civil no dia de celebração da resistência negra. De acordo com a SEPPIR, existem 225 cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pará e Rondônia que decretaram feriado a data. A Bahia não participa dessa lista, e o Rio de Janeiro é o estado com o maior número de cidades (92) que tem recesso nesse dia. Em 2003, com a aprovação da lei 10.639 pelo presidente Lula, a data finalmente entrou no calendário escolar brasileiro.

É claro que o Dia da Consciência Negra é comemorado na capital baiana, com manifestações, passeatas, seminários e festividades. Mas a questão é: Por que o Dia da Consciência Negra não é feriado na Bahia? Na Revista Consultor Jurídico consta que "a criação de recesso comemorativo é regulamentado pela Lei Federal 9.093/95, que estabelece duas espécies de feriados no Brasil: os civis, referentes às comemorações das datas relevantes para a história nacional; e os religiosos, referentes à celebração da tradição religiosa predominante no país". O governo municipal só pode decretar feriados de caráter religioso, e é identificável que esse feriado é de natureza civil. Apesar de contrariar a Constituição, em São Paulo o feriado foi oficializado no mandato da ex-prefeita Marta Suplicy, com a Lei Nº 13.707, de sete de janeiro de 2004, o que abre portas para que outras cidades façam o mesmo.
 A verdade é que nem os governos do estado da Bahia e o municipal de Salvador aprovaram o projeto de lei que oficializa como recesso o dia de comemoração da luta negra no Brasil.



 


Revolta dos MALÊS


Uma revolta de escravos africanos ocorreu em Salvador, na madrugada de 25 de janeiro de 1835. O movimento envolveu cerca de 600 homens. Tratava-se, em sua imensa maioria, de negros muçulmanos, em especial da etnia nagô, de língua iorubá. Vem daí o nome que a rebelião recebeu: Revolta dos Malês. A expressão "malê" provém de "imalê", que no idioma iorubá significa muçulmano.

O primeiro alvo dos rebeldes - inicialmente um grupo de 60 homens - foi a Câmara Municipal de Salvador, em cujo subsolo localizava-se uma prisão onde estava preso o velho Pacífico Licutan, um dos mais populares líderes malês. Entretanto, o ataque à prisão não obteve sucesso, devido à reação conjunta dos carcereiros e da guarda do palácio do governo, situada na mesma praça (a atual praça Tomé de Sousa).

Esse primeiro grupo de rebeldes espalhou-se então pelas ruas da cidade, convocando os outros escravos a se unirem a eles. Durante algumas horas, a revolta expandiu-se por diversas regiões de Salvador, traduzindo-se em confrontos violentos entre os revoltosos e as forças policiais. Os malês foram duramente reprimidos e, afinal, vencidos. Mais de 70 rebeldes e cerca de dez soldados morreram nos combates.

Não se conhecem os planos dos revoltosos no caso de uma vitória do movimento. O historiador João José dos Reis, estudioso do episódio, afirma que "há indícios de que não tinham planos amigáveis para as pessoas nascidas no Brasil, fossem estas brancas, negras ou mestiças. Umas seriam mortas, outras escravizadas pelos vitoriosos malês".

Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/revolta-dos-males-rebeliao-de-escravos-muculmanos-em-salvador.jhtm

Comentário:
 A revolta dos malês Foi uma forma encontradas pelos escravos para resistir e quebrar a ordem do sistema escravista da época. Vale ressaltar que estavam enraizados em toda a Salvador e no recôncavo, tinham uma organização militar detalhada e conseguiram mobilizar recursos financeiros, porém as insurreições fracassaram devido a denuncia de traidores.
Por: Raquel Saback

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Relação Brasil África e Bahia e importância do Recôncavo Baiano

Há cerca de 400 anos os primeiros navios negreiros ancoravam na costa brasileira trazendo africanos para trabalhar como escravos nos engenhos de açúcar. Esse foi apenas o começo da ligação entre Brasil e África. Hoje, aproximadamente quatro séculos depois desse primeiro contato, a relação entre o Brasil e o continente africano está sendo fortalecida, porém agora em outras bases, visando a cooperação comercial, econômica, política, social e científica.

O Recôncavo baiano é uma região brasileira de enorme influência africana. Para ali foram trazidos milhares de escravos, sobretudo para trabalharem na produção de cana de açúcar. Um estudo genético realizado em municípios da região confirmou o alto grau de ancestralidade africana na região.Quanto à presença africana no Brasil, esta veio a ser mais definida e duradoura, pois os africanos constituíram-se em mão de obra hábil, sem o pagamento de salários, possibilitando a realização do projeto agro-exportador europeu, visto que os indígenas apresentavam resistência ao trabalho escravo com o qual não estavam acostumados, como relata Staden7.

Com o tráfico negreiro, segundo informa Hasenbalg9, a predominância da etnia negra no Brasil foi notável, principalmente no século XVIII, de forma que, em 1700, a população total do Brasil era de trezentas mil pessoas, das quais cem mil eram brancos e cento e setenta mil, escravos de origem africana. Essa grande concentração de africanos no espaço brasileiro continua no período de 1700-1800 com as descobertas auríferas no estado de Minas Gerais, acarretando a necessidade de mão de obra, para além do que havia sido necessário com a cultura de cana de açúcar. Assim, os africanos e afro-descendentes estiveram na base da pirâmide populacional brasileira,entre os séculos XVII e XIX, de modo que a maneira como eles falavam contribuiu bastante para dar uma feição brasileira à língua portuguesa.

A história das populações negras do país quando “entra em cena” é restrita a temas como: a construção da sociedade colonial, força do trabalho escravo, na contribuição da sua culinária, etc. O processo de fortes e importantes lutas dos povos negros quando não são invisibilizados, caem no total desconhecimento, não só com relação a conteúdos de livros didáticos, mas na própria formação de pesquisadores e professores brasileiros que em muitos momentos não atentam para essas questões.

Fonte:

Comentário:
Foi o Recôncavo Baiano que, naquela época, "acolheu" os escravos. Porém, os escravos não vieram sozinhos, com eles veio sua cultura, seu modo de vida, seu jeito de amar, e então ... a Bahia valorizou tudo isso. Hoje, Salvador, a cidade com maior números de negros fora do continente Africano, mostra a raíz do negro em suas belezas. Se não fossem os negros, o que seria dessa cidade? Que história ela teria para contar? Certamente poucas, as maiores e melhores histórias foram construídas por negros. Cachoeira, é a "cara" da África, negra e linda. Lá encontra-se cada detalhe dessa união, África-Recôncavo, principalmente a religião trazida pelos negros, como pode-se ver na confraria religiosa Irmandade da Boa Morte. Andar por São Félix é um bom meio de ter o contato direto com o passado, e ver que O RECÔNCAVO BAIANO ESTÁ REPLETO DE ÁFRICA, ASSIM COMO TODO O BRASIL.

Conceito de ETNOCENTRISMO

 Se a cultura no que tange aos valores e visões de mundo é fundamental para nossa constituição enquanto indivíduos (servindo-nos como parâmetro para nosso comportamento moral, por exemplo), limitar-se a ela, desconhecendo ou depreciando as demais culturas de povos ou grupos dos quais não fazemos parte, pode nos levar a uma visão estreita das dimensões da vida humana. O etnocentrismo, dessa forma, trata-se de uma visão que toma a cultura do outro (alheia ao observador) como algo menor, sem valor, errado, primitivo. Ou seja, a visão etnocêntrica desconsidera a lógica de funcionamento de outra cultura, limitando-se à visão que possui como referência cultural. A herança cultural que recebemos de nossos pais e antepassados contribui para isso, pois nos condiciona ao mesmo tempo em que nos educa.

O etnocentrismo trata-se de uma avaliação pautada em juízos de valor daquilo que é considerado diferente. O ponto alto da questão não está apenas em se constatar as diferenças, mas sim em aprender a lidar com elas. Dessa forma, no momento de um choque cultural entre os indivíduos, pode-se dizer que cada um considera sua cultura como mais sofisticada do que as culturas dos demais. Aliás, esta foi a lógica que norteou as ações de estratégia geopolítica das nações dentre as quais nasceu o capitalismo como modo de produção. Esses países consideravam a ampliação da produção em escala e o desenvolvimento do comércio, da ciência e, dessa forma, a adoção do modo de vida do europeu como “homem civilizado”, fatores necessários e urgentes. Logo, caberia a este último a função de civilizar o mundo, argumento pelo qual se defendeu o neocolonialismo como forma de dominação de regiões como a África.

Tomar conhecimento do outro sem aceitar sua lógica de pensamento e de seus hábitos acaba por gerar uma visão etnocêntrica e preconceituosa, o que pode até mesmo se desdobrar em conflitos diretos. O etnocentrismo está, certamente, entre as principais causas da intolerância internacional e da xenofobia (preconceito contra estrangeiros ou pessoas oriundas de outras origens). Basta pensarmos nas relações entre norte-americanos e latinos (principalmente mexicanos) imigrantes, entre franceses e os povos vindos do norte do continente africano que buscam residência neste país, apenas como exemplos. A visão etnocêntrica caminha na contramão do processo de integração global decorrente da modernização dos meios de comunicação como a internet, pois é sinônimo de estranheza e de falta de tolerância.

Contudo, a inevitabilidade do choque cultural é um fato, pois as culturas naturalmente possuem bases e estruturas diferentes, dando significação à vida de formas distintas. Prova disso estaria no papel social assumido pelas mulheres, que certamente não possuem os mesmos direitos enquanto pessoa humana em sociedades ocidentais e orientais. Este fato, aliás, tem sido objeto de longas discussões internacionais acerca dos direitos humanos e das questões de gênero. A complexidade dessa questão é muito clara, pois se para nós do lado ocidental algumas práticas são contra o direito à vida e à emancipação; para outras culturas essas mesmas práticas devem ser aceitas com naturalidade, pois apenas reproduziriam uma tradição.

Dessa forma, a tolerância com relação à diferença é válida, mas seu limite não está claro, pois como podemos aceitar pacificamente o apedrejamento de mulheres ou a mutilação de seus corpos? Daí a necessidade da reflexão constante sobre tais limites, uma vez que o maior objetivo sempre será o convívio harmonioso e a valorização da vida.



Comentário:
Como foi dito no texto o Etnocentrismo é um conceito que leva a uma postura preconceituosa. È a dificuldade de conviver com as diferenças, de se colocar no lugar do outro. Ninguém é superior ou inferior a ninguém, apenas somos diferentes. Negar a cultura, tradição, costumes de um povo é no mínimo preconceituoso e ignorante. Respeito é a palavra-chave para boa convivência entre as pessoas e porque não entre os povos. Viva a diversidade cultural, conhecer e entender a realidade do outro nos faz, no mínimo, mais humildes e solidários
Por: Mariana Rosa

Brasil e África intensificam relações culturais

No vídeo a seguir o homem fala sobre os negros que vieram da África e que tiveram e ainda tem uma grande influência sobre o Brasil, é valido que o povo do Brasil tenha uma cultura e o modo de agir muito parecidos com o da população africana, assim deve-se intensificar o  contato dos brasileiros com os mesmos promovendo eventos de culturais, além de outros.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Viagem de Hillary Clinton à África


A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, embarca esta semana em uma viagem que irá levá-la para a mais nova nação da África, o Sudão do Sul, e a uma visita ao estadista mais velho do continente, o ícone antiapartheid Nelson Mandela, de 94 anos.

Embora o foco público de Hillary sejam as conquistas democráticas da África e seu potencial econômico, a viagem também ressaltará os laços de segurança dos EUA em face de uma série de crescentes ameaças --desde extremistas islâmicos a cartéis de narcóticos.

"As ameaças de segurança estão se tornando muito mais visíveis e em alguns aspectos mais perigosos do que eram antes", disse a chefe do programa da África do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, Jennifer Cooke.

"Há grandes questões globais sobre a mesa e os EUA não têm o tipo de finanças disponíveis para lançar grandiosas iniciativas econômicas na África."

A viagem de Hillary --potencialmente sua última como a principal diplomata dos Estados Unidos-- começa na terça-feira no Senegal, e continua para o Sudão do Sul, onde ela será a mais alta autoridade dos EUA a visitar o país desde a declaração de independência em julho de 2011.

Outras paradas incluem Uganda, Quênia, Malauí e África do Sul, informou o Departamento de Estado.

Espera-se que Hillary destaque os programas norte-americanos sobre o desenvolvimento, educação e HIV/Aids --que há muito tempo é a espinha dorsal do compromisso dos EUA com a África--, bem como o interesse econômico do país em um continente cujos ricos recursos e invejáveis ​​taxas de crescimento têm atraído pretendentes rivais incluindo a China e a Índia.

Ela provavelmente também irá enfatizar projetos para mulheres e meninas, um de seus temas centrais no cargo do qual ela diz que vai sair em janeiro, mesmo se o presidente Barack Obama for eleito para um segundo mandato.

Porém, a visita de Hillary também é parte de uma pressão dos EUA para ampliar as parcerias de segurança com países-chaves como Uganda e Quênia --laços que estão crescendo rapidamente apesar das eventuais sérias preocupações dos EUA com a governança democrática.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/07/31/viagem-de-hillary-a-africa-foca-em-democracia-e-seguranca.htm

Sudão do Sul propõe acordo ao Sudão para reduzir disputas


O Sudão do Sul propôs nesta segunda-feira a seu vizinho do norte, o Sudão, um acordo para reduzir as disputas militares, econômicas e territoriais e, assim, cumprir com o prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU para concluir as negociações entre os dois países africanos - dia 2 de agosto.

O chefe negociador sul-sudanês, Pagan Amum, disse  aos jornalistas em Adis-Abeba, onde ambas as nações negociam, que o "Sudão do Sul está oferecendo ao Sudão um total de US$ 3,24 bilhões de dólares" (cerca de R$ 6,62 bilhões) para garantir a viabilidade econômica sudanesa e "em nome da paz".

"Além disso, o Sudão do Sul perdoará o Sudão pela perda de mais de US$ 500 milhões (por volta de R$ 1,02 bilhão) devido aos confiscos anteriores de petróleo (sul-sudanês)", acrescentou Amum.

"Ser aceito pelo Sudão - apontou o negociador sulista -, não apenas impulsionaria sua economia, mas também encerraria as hostilidades, reiniciaria as ligações comerciais e garantiria paz permanente entre os dois países".

A proposta, no entanto, não parece que vai prosperar, já que o chefe dos negociadores sudaneses, Mutrif Sedig, não a considera justa.
Para Sedig, o acordo deveria enfocar primeiro a situação de segurança e, em seguida, no restante dos temas polêmicos como o petróleo, o comércio e as questões fronteiriças.
Nos primeiros meses do ano, Sudão e Sudão do Sul protagonizaram frequentes confrontos em zonas fronteiriças, ricas em jazidas de petróleo, cuja soberania é disputada.

O Sudão do Sul se tornou independente em 9 de julho de 2011, após um plebiscito realizado com o apoio da comunidade internacional e depois de passar por um conflito bélico com seu vizinho do norte que durou mais de duas décadas e causou a morte de cerca de 2 milhões de pessoas.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6013226-EI17615,00-Sudao+do+Sul+propoe+acordo+ao+Sudao+para+reduzir+disputas.html

Brasil investe cada vez mais na África


O Brasil intensificou seus esforços para construir relações mais estreitas com a África, num esforço da sexta maior economia do mundo em competir com outros gigantes como China e Índia para assumir um papel central no continente rico em recursos naturais.

No mês passado, o maior banco de investimento no Brasil, BTG Pactual, anunciou planos para levantar US$ 1 bilhão e criar o maior fundo de investimento do mundo para a África, focando em áreas como infraestrutura energia e agricultura.

O fundo do banco independente, que surge em meio a uma iniciativa do governo para estabelecer uma parceria estratégica com a África, é uma das mais recentes medidas sinalizando o crescente interesse do Brasil para ampliar sua pegada econômica no continente - o comércio entre o Brasil e a África saltou de cerca de US$ 4 bilhões em 2000 para aproximadamente US$ 20 bilhões em 2010. "Isso representa um ponto de virada em que uma porção desses investidores e dessas instituições de investimento está reconhecendo que a África é, de fato, a última fronteira do crescimento", diz Lyal White, diretor do Centro para Mercados Dinâmicos do Gordon Institute for Business Science da África do Sul.

Usando países de fala portuguesa como Angola e Moçambique como ponto de entrada no continente, empresas estatais e privadas brasileiras fizeram grandes incursões em várias partes do continente, operando, sobretudo, em setores estratégicos como infraestrutura, mineração e energia - no ano passado, a Vale anunciou planos para gastar mais de 12 bilhões de libras em investimentos na África nos próximos cinco anos.

Laços fortes. Embora separados pelo Oceano Atlântico, Brasil e África têm antigos laços históricos e culturais que remontam aos tempos do tráfico de escravos no século 16, quando legiões de africanos foram enviados de navio à antiga colônia portuguesa para servir de escravos nas plantações de cana de açúcar.

Hoje, o Brasil trata de usar sua afinidade cultural com a África como uma vantagem na competição com as outras potências que estão agindo no continente, segundo analistas. "O fato de a maioria da população brasileira ser de origem afro-brasileira - o que confere ao Brasil a maior população negra do mundo depois da Nigéria - é amiúde citado pela elite governante, quase exclusivamente branca, do país, para ressaltar as semelhanças culturais do Brasil com os países africanos", disse Stolte.

O envolvimento crescente do Brasil com a África também teve continuidade sob a liderança de Dilma Rousseff, que se tornou presidente do Brasil em janeiro de 2011 - em seu primeiro ano no cargo, Dilma visitou Angola, Moçambique e África do Sul.

Empresas brasileiras que tentam fazer negócios no continente tendem a contratar e treinar força de trabalho local e oferecer produtos sociais para promover o desenvolvimento nativo - em Angola, a construtora brasileira Odebrecht tornou-se a maior empregadora privada do país.

"O Brasil se vê, portanto, como um parceiro de países africanos, um país capacitado a lhes oferecer estratégias bem-sucedidas para combater os problemas mais cruciais do continente, como a fome e a aids", diz Stolte./ TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-compete-com-china-e-india-para-investir-na-africa-,906290,0.htm


Comentário:
O Brasil tem que ter cada vez mais o compromisso de investir e ajudar no desenvolvimento dos países africanos, pois através desse movimento os laços entre Brasil e África serão mais fortes e estreitos. Através das nossas semelhanças culturais, faz-se uma porta de entrada para juntos buscarmos o crescimento e desenvolvimento das duas nações.
Por: Mariana Rosa

sábado, 21 de julho de 2012

Diáspora Africana


É denominado Diáspora Africana o fenômeno sociocultural e histórico que aconteceu nos países africanos devido a imigração forçada da população africana a países que tinham como características a existência da mão de obra escrava. Isso se deu no inicio da Idade Moderna e teve uma grande duração até o final do século XVIII.
Esse termo foi elaborado por historiadores que estudam o tema, movimentos civis e descendência de ex escravos recentes.

Muitos desses negros, ou na verdade a maioria deles, quando chegavam no território em que seria feitos de escravos, estavam completamente destituídos de suas identidades. Muitas vezes os senhores não sabiam que seus escravos eram da mesma região, eram conhecidos, e muitas vezes parentes, mesmo que distantes. Os africanos tem algo na cultura deles que os fazem considerar familiares mesmo que seja muitos distante o grau de parentesco. Isso tudo favorecia a união desses negros e possivelmente a rebeliões que ocorriam contra a forma que viviam.

Fonte: http://www.infoescola.com/historia/diaspora-africana/

Comentário: A Diáspora negra no Brasil estabelece um novo paradigma que amplia a nossa compreensão da cultura africana e as forças que levaram à sua transformação, durante e após o comércio de escravos pelo Atlântico. Colaborando com a compreensão do papel efetivamente exercido por importante parcela do povo negro em nosso país e abre novos horizontes para historiadores.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Palavras de um poeta africano! Vale a pena conferir ...

Meus caros irmãos,

Quando nasci eu era negro,
Agora cresci e sou negro,

Quando tomo sol fico negro,
Quando estou com frio fico negro,
Quando tenho medo fico negro,

Quando estou doente fico negro,
Quando morrer ficarei negro.

E você homem branco,

Quando nasce é rosa,
Quando cresce fica branco,
Quando toma sol fica vermelho,

Quando sente frio fica roxo,
Quando sente medo fica verde,
Quando está doente fica amarelo,
Quando morre fica cinza.

E ainda me chama de homem de cor?

Fonte: 
http://jlemes.blogspot.com.br/2011_05_01_archive.html

Deixa aqui a sua opinião sobre o poema: 

20 de novembro, Dia da Consciência Negra!


Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
  A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_consciencia_negra.htm

Comentário1: O Dia Nacional da Consciência Negra é bastante importante, uma vez que é celebrado na data em que o líder negro Zumbi, que comandou o Quilombo de Palmares, foi morto: 20 de novembro de 1695. Por isso precisamos abraçar a luta pela reparação e construir um ambiente de igualdade e oportunidades, celebrando em definitivo, a democracia, com a inclusão de todos.


O navio negreiro!

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